Faça sua lista!

Postado por | Categoria(s) , , , , , | Postado em domingo, novembro 07, 2010



Primeiramente, desculpem-me a demora (se é que alguém lê o que escrevo por aqui).
Segundo, o blog é meu e do Danilo e nós fazemos o que quisermos.

Seguindo esse pensamento, sempre fomos muito ligados em música e tecnologia. Anteriormente apresentamos aos nosso 3 leitores uma nova rede social, o Skoob, o qual hoje em dia vai muito bem obrigado. Eu há muito tempo já uso o Last.fm, porém só serve para estatísticas mesmo. O negócio ficou tão ruim, que agora é pago e muitos sabem que quando uma coisa legal que anteriormente era gratuita resolve cobrar, há evasão de usuários.

Ontem um amigo meu (@wag) me apresentou o 8tracks, que nada mais é do que uma rede social musical onde você faz um setlist (ou mix como eles chamam) e compartilha com as pessoas da rede. Caso você não encontre a música que você gostaria de incluir numa lista, basta fazer o upload da mesma. A ideia é sensacional, ainda mais quando dá a oportunidade do usuário participar ativamente da construção do conteúdo. Ainda por cima você pode fazer o download dos mix que você gostar.

Assim como vocês farão, eu ainda estou começando a testar essa ferramenta, e suas possibilidades de uso.

Caso alguém queira, pode me adicionar aqui.

Obs: Pelo o que eu vi, essa rede social é velha. Pelo menos desde Agosto de 2008.

Ciclo Musical

Postado por | Categoria(s) , | Postado em sábado, outubro 16, 2010



John Lennon e George Harrison ressuscitaram, reagruparam os Beatles e formaram uma nova banda junto com o Pink Floyd.

Não, isso não é um filme sem pé nem cabeça. É apenas a música renascendo conforme seu melhor estilo e época.

A frase “Nada se cria, tudo se copia” é muito bem aplicada à música. Ela anda em círculos. Estilos antigos estão vindo à tona novamente, sempre com alguma modificação, mas com uma clara relação com os primórdios. Ou você acha que Michael Jackson não teve influência no som de Lady Gaga?

Isso não é novidade pra ninguém, mas o destaque aqui está justamente no primeiro parágrafo deste texto: a mistura de estilos.

Atualmente é comum uma nova banda aparecer e dizer que o som que fazem é uma mistura de rock, eletrônica e rap. Isso é interessante. E desastroso.

Alguns tipos de música não foram feitos para serem unidos a outros. Rock não combina com Samba, o Sertanejo não é compatível com o Trance, e música Gospel não tem ligação com Heavy Metal. Mas acredite, isso e muito mais já foi experimentado.

Porém, entre tantas tentativas frustradas, algumas bandas se saem bem e mostram que fizeram o dever de casa.

Uma delas é a que inspirou o começo deste texto. Você acha que ficaria estranho – ou até monótono – a junção de Beatles e Pink Floyd? Pois saiba que tentaram, conseguiram e o resultado saiu fantástico.

Tame Impala é o nome da banda que faz jus a esse bom e velho Rock’n’Roll. Uma banda nova, nascida em 2007, mas que mostra uma grande fidelidade a músicas antigas. Instrumentais psicodélicos e lentos que intercalam com aquela batida mais rápida e abafada da bateria de Ringo Starr.

Ouvir Tame Impala é como escutar uma nova música do Beatles e, ao passar para a próxima da lista, você se depara com uma composição nunca ouvida do Pink Floyd. Quando você percebe, já está escutando a voz de John Lennon e o baixo de Roger Waters numa mesma canção.

A banda joga um balde de água fria em muitos que dizem que o bom Rock’n’Roll não voltaria mais, que a música está em decadência e teremos de viver do passado. Ela mostra que o estilo não acabou, e está voltando com força para satisfazer saudosistas e amantes da boa música.


Ninguém deve saber, mas eu também faço parte de um outro blog, chamado Suruba Musical. Foi o Michel quem começou o blog e ele faz parte do Blablaismo Blogs. Obviamente é um blog sobre música, e esse post também está lá. Quem quiser dar uma olhada, é só clicar aqui, tem muita música boa e diferente por lá, vale a pena!

Música da semana: Especial Dia das Crianças

Postado por | Categoria(s) , , | Postado em terça-feira, outubro 12, 2010


Alô, criançada! O Bozo chegou!

Que beleza, não é? Dia das Crianças, muitos presentes, bagunça, festa e diversão. Isso pra quem é criança, porque, infelizmente, nesses momentos eu já alcancei a vida adulta.

E nada mais justo do que fazer a Música da semana em homenagem à esse dia e à todas as crianças da blogosfera e fora dela.

A música é uma merda um clássico, e tenho certeza de que muita gente pensou nela nesse dia. Portanto, nada mais justo que colocar ela como música da semana aqui no Miztureba.

Apertem o play abaixo e se divirtam-se com o Grupo Molejo e a música Brincadeira de Criança!

Escape the Fate

Postado por | Categoria(s) | Postado em terça-feira, outubro 05, 2010



Alguns já devem saber que sou extremamente viciado em screamo, um estilo musical diferente e que não agrada à muitos por conter guturais e ser um som mais pesado. Mesmo assim eu nunca paro de mostrar o estilo para várias pessoas, a fim de trazer mais um fã para um tipo de música que acho muito bom (Já consegui fazer o Michel gostar de uma banda de screamo. É alguma coisa).

E nessas minhas incansáveis tentativas, venho com mais um post envolvendo o screamo, post hardcore, metalcore e o que mais vocês quiserem chamar esse estilo.

Escape the Fate é uma banda nova - como a maioria das bandas de screamo -, foi formada em 2004 e lançou 2 álbuns de estúdio até o momento. Depois de alguns problemas com drogas e acusação de assassinato, o vocalista Ronnie Radke deixou a banda em 2006 e foi substituído por Craig Mabbit, ex-vocalista do Blessthefall, uma das bandas mais conhecidas de screamo.

A repentina mudança de vocal foi extrema, o primeiro álbum com o novo vocalista foi um trabalho muito diferente dos anteriores: menos guturais e um som mais "dançante". Mas não deixaram o bom e novo screamo totalmente de lado.

E hoje, lá estou eu feliz da vida no Facebook quando vejo uma atualização da banda sobre a pré venda de um novo CD no iTunes. Como não tenho iPod, iPhone ou qualquer outro i, fui procurar mais informações sobre o novo álbum que terá o mesmo nome da banda (criativo, não?). Acabei encontrando 2 músicas que vocês podem ouvir abaixo:

Issues


Issues seguiu bastante o estilo do disco anterior (o primeiro com o Craig). Pouco gutural, mas um instrumental gostoso. O início da música ficou bem legal com a banda arriscando algumas modificações eletrônicas.

Massacre


Massacre já mostra mais a cara do screamo. Um som mais pesado e muito gutural. A bateria fazendo um trabalho muito bem feito e dando uma identidade à música. E novamente a banda jogando modificações eletrônicas no meio da canção.

Gostei bastante das duas músicas. Mostrou que a banda ainda está de pé e que Craig tem um vocal excelente. Agora é esperar o CD chegar na loja mais próxima de casa (aquela lojinha chamada Pirate Bay) para termos uma análise melhor da coisa.

Livrarias versus Internet

Postado por | Categoria(s) , , | Postado em quarta-feira, setembro 29, 2010


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O índice de leitura no Brasil está num crescimento contínuo, isso é fato. Cada vez mais pessoas estão folheando páginas de livros em busca de conhecimento e/ou lazer. Consequentemente o número de compradores de livros também aumentou.

Atualmente, quem pesquisa o mínimo necessário na hora de comprar um livro, rapidamente descobre que as melhores promoções e menores preços são encontrados na internet, em sites destinados apenas à venda de livros ou mesmo em páginas que vendem inúmeros produtos.

Na internet, promoções de quatro, cinco ou até mais livros pelo preço de um são encontradas. Inúmeras séries de livros famosas são vendidas por um terço do preço normal. Nas livrarias? O maior desconto é ganhar um marca página de baixa qualidade.

Comparando uma grande franquia de livrarias com um famoso site de venda de livros é fácil perceber o porquê da diferença entre os preços. A franquia tem de arcar com água, luz e funcionários, tudo isso multiplicado pela quantidade de lojas existentes. O site, por sua vez, tem como custos a hospedagem, os funcionários e o transporte dos produtos, mas fica óbvio que a franquia contém muito mais despesas.

Olhando por esse lado, parece impossível que as livrarias durem por muito mais tempo, já que a internet está num crescimento absurdamente grande e constantemente substitui algo tangível. Mas quem aprecia realmente a leitura e, principalmente, os livros, sabe que nada ocupa a mágica de entrar numa livraria e se ver rodeado de informação e cultura, sentir o cheiro de livro novo e a vontade de sair dali carregando o máximo de páginas que conseguir.

O que falta para as livrarias é o mesmo fator que está em baixa nas locadoras de filmes: a inovação e ousadia. É preciso perder o medo de colocar promoções na vitrine, perder o medo de premiar o cliente em cada centavo gasto em seus produtos. Acumular pontos na compra de um livro para posteriormente trocar por outros livros não dói nada no bolso do empresário, e é muito mais motivador para o consumidor. Aproveitar a febre de best-sellers fazendo alguns sorteios não é difícil.

Só basta um pouco mais de força de vontade.

A gratuidade do ódio

Postado por | Categoria(s) , , , , , , , , , | Postado em sábado, setembro 18, 2010



Anteontem foi dia de VMB, prêmio que há muito tempo é questionável e como o Cazé lembrou bem, VOCÊ escolhe os vencedores.

Notei o ódio desenfreado dos Trolls e das pessoas ordinárias (no sentido de comum, não me joguem pedras) pela banda de... de... não ouso dizer rock.

Não gosto de Restart, assim como não gosto de Valeska popozuda, Luan Santana, Mallu Magalhães e um monte de coisas. Não sou obrigado a gostar de tudo. Muita gente que eu conheço também não gosta desses artistas e inclusive não gostam do que eu gosto, meu cunhado mesmo disse que não gostou de ouvir meu iPod. Essa é a graça do mundo.

À todos que xingam restart ou qualquer outra coisa, lembre-se que você não é dono da verdade nem o bastião da música para ter o melhor gosto do mundo e o que você escuta provavelmente é malquisto por alguém então lembre-se que muitos outros estilos foram rechaçados ao longo dos tempos.

Muitas pessoas que já gostaram de Back Street boys hoje se arrependem ou não suportam, muitos já foram tachados de maluco por gostar de Heavy Metal, outros são chamados de marginais por gostar de Funk, quem gostava de samba logo era vagabundo e por aí vai.

A fila é extensa, por isso o que acho mais válido é se resignar e prestar homenagem aos artistas que VOCÊ gosta independente se é uma banda finlandesa de foxtrote que 45 pessoas no mundo conhecem ou o Guns 'n' Roses, o que vale é ser fã, se a pessoa é da família ou não é uma questão de livre escolha.

Se te serve de consolo a bandaSchool Of Seven Bells ganhou o Prêmio de Aposta Internacional e eu aposto neles também pois o som é, na minha opinião, belo e harmonioso. Eles não precisaram dizer que me amam, que sou a vida deles ou qualquer coisa do gênero, pois a preocupação deles é com a música e o entretenimento e isso cada artista sabe como proporcionar aos seus fãs da maneira que eles merecem.

Um clipe da banda para ver se valem a pena.

School of Seven Bells - Windstorm


Há dez anos atrás

Postado por | Categoria(s) , , , , , , | Postado em sexta-feira, agosto 27, 2010


O mundo era mais fácil de encarar, as torres gêmeas estavam lá e ninguém se importava com isso, o presidente era o FHC, O prefeito do Rio era o Conde (boquinha de ovo), Enéas estava vivo e futuramente tiraria a barba e votei obrigado pela primeira vez.

O salário mínimo era 1/4 do que é agora, eu ganhava R$0,85 por hora no Mc Donald´s onde engordei em um ano 10Kg e nunca mais consegui emagrecer, passei pelo período sabático mais obscuro da minha vida amorosa, vi minha vó viva pela penúltima vez, nem pensava em tirar carteira de motorista, não tinha a mínima ideia do que fazer na faculdade (eu acabara de me formar no ano anterior), ainda escutava muito Legião Urbana, mas começava a ouvir outras músicas.

Meus pais moravam comigo, minha irmã era uma pirralha chata (hoje é uma adulta chata), visitava meus parentes a todo momento, meu compadre não tinha filho, o filho da minha prima nasceu, eu não tinha cabelo nas costas, eu não tinha tatuagens, eu fumava escondido, eu amava o pessoal do prédio, por falar nisso, aquele prédio era vivo naquela época (o condomínio também era mais baixo), meu computador não era bem meu e sim comunitário, tínhamos uma Tv de 14", dormia em um beliche e suportava minha irmã mexendo a cama e meu irmão roncando tal qual uma betoneira.

O dinheiro era só meu e contribuía com alguma coisa em casa, o Fluminense tinha sido convidado para a copa João Havelange (e assim "voltando" para primeira divisão), comecei a filosofar como a vaca para futebol, ainda jogava bola com os amigos, já tinha preocupações da vida adulta, mas continuava com atitudes da infância (a.k.a. adolescência), lavava a louça dia sim dia não, começa a minha caminhada de leituras (que depois desembocou finalmente [aleluia] em saber o que fazer da vida), fiz amigos que hoje em dia não sei onde estão, o Papa ainda era o JPII (mas tava tortinho, tadinho).

Isso tudo e muito mais aconteceu quando eu tinha 18/19 anos